Descubra como uma paixão pela arquitetura me levou a uma jornada inesperada no mundo da estética. Saiba como transformei a arte de construir em uma forma de empoderar pessoas e cultivar a beleza interior
Quando olho para trás, é difícil não me sentir tomada por uma onda de emoções. No início da minha juventude, eu tinha um sonho muito claro, desejava ser arquiteta. Me imaginava desenhando prédios luxuosos, criando espaços que deixariam as pessoas maravilhadas, deixando minha marca no mundo de maneira grandiosa, em uma determinada época, até trabalhei em uma marcenaria, dando os primeiros passos em plantas baixas.
A vida tem um jeito peculiar de nos mostrar que nossos planos podem ser alterados a qualquer momento. Adversidades surgiram no meu caminho, como obstáculos imprevisíveis que me fizeram repensar minha jornada. E assim, me vi diante de uma de uma difícil decisão, tendo que escolher entre persistir em meu sonho, que era distante para minha realidade financeira, ou encontrar uma nova direção.
Optei por seguir um caminho que, à primeira vista, parecia distante da minha paixão pela arquitetura, a farmácia. Uma escolha positiva, baseada em oportunidades de mercado e na necessidade de garantir meu futuro. Mas às vezes, são os desvios inesperados que nos levam aos destinos mais surpreendentes.
Passando-se alguns anos, numa reviravolta do destino, as portas do mercado se abriram para os farmacêuticos na área da estética. E ali, entre medicamentos, frascos de perfumes e cremes, descobri uma nova paixão. De repente, percebi que minha paixão por criar não se limitava aos desenhos de prédios e mansões, mas se estendia também à arte de esculpir sorrisos e elevar a autoestima das pessoas.
Foi um despertar emocionante, uma revelação que mudou o curso da minha vida de uma maneira que eu nunca poderia ter previsto. Abraçando a oportunidade que se apresentava, mergulhei de cabeça na área da estética, dedicando-me com muito amor.
Hoje, quando olho para trás, vejo que minha jornada não seguiu o plano original, mas isso não significa que tenha sido menos significativa.
Na verdade, descobri uma nova forma de arquitetar, não em concreto e aço, mas em rostos, lábios e almas.
O meu trabalho vai além de simplesmente melhorar a aparência externa. É sobre cultivar sorrisos genuínos, despertar a confiança adormecida e iluminar os olhos com a chama da autoaceitação. É sobre fazer as pessoas sentirem-se vivas, radiantes e plenas de amor-próprio.
Cada vez que um cliente sai da clínica com um sorriso no rosto, sinto alegria profunda e uma sensação de propósito cumprido.
Não há maior recompensa do que ver alguém se olhar no espelho e se apaixonar pela pessoa que vê refletida ali.
Cada pessoa que passa pela minha poltrona de trabalho é uma tela em branco, esperando para ser transformada em uma obra de arte viva.
E o privilégio de poder fazer parte dessa transformação, de ver os sorrisos se formando nos rostos antes hesitantes, é uma recompensa que transcende qualquer medida material.
Sim, talvez não seja uma arquiteta no sentido convencional da palavra. Mas as estruturas que construo agora são feitas de confiança, amor-próprio e felicidade. E ao arquitetar os sonhos dos outros, descobri que também estou construindo o meu próprio caminho para a realização pessoal. Sigo minha jornada, dedicada a fazer o mundo um lugar mais bonito, um sorriso de cada vez. Não se trata apenas de estética, mas de nutrir a alma e celebrar a beleza de cada indivíduo de forma singular.
